Só passarinho…

Quando chegar minha hora
Não quero ser enterrado…
No dia em que for embora
Meu desejo é ser cremado.
As minhas cinzas dispersas
Nas águas do lagamar…
Farão parte de conversas
Das sereias ao luar…
Minha alma assim liberta
Sem tristeza viverá
Na cantiga do poeta
Nos olhos do boitatá…
Eu nasci de mãos vazias
E assim também partirei;
Levo somente alegrias
Nem saudade deixarei…
Do que não sei eu invento
Na incerteza do caminho…
Cantarei na voz do vento;
Serei só um passarinho…
Gastão Ferreira/2015

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