Pobre esnobe
Tem gente que come flor
Para soltar pum cheiroso;
Não adianta meu senhor!
Todo o peido é horroroso.
Ter azul no falso sangue;
Pura tinta de caneta…
Meu amigo não se zangue!
É antiga essa mutreta…
Tem pobre de alma esnobe
Que pensa ser diferente…
Mas um dia ele descobre
Ser também um indigente.
De que vale a esperteza
Que não possa ajudar?
É da alma a nobreza
Essa não pode faltar…
Morre o pedante e o pobre
São iguais na sepultura…
Mesma terra que os cobre
Sete palmos de fundura…
Gastão Ferreira/2015
Gastão Ferreira começou a publicar seus textos aos 13 anos. Reconhecido por suas crônicas e poesias premiadas, suas peças de teatro alcançaram grandes públicos. Seus textos e obras estão disponíveis online, reunidos neste blog para que todos possam desfrutar de sua vasta e premiada produção.