Pobre esnobe

Tem gente que come flor
Para soltar pum cheiroso;
Não adianta meu senhor!
Todo o peido é horroroso.
Ter azul no falso sangue;
Pura tinta de caneta…
Meu amigo não se zangue!
É antiga essa mutreta…
Tem pobre de alma esnobe
Que pensa ser diferente…
Mas um dia ele descobre
Ser também um indigente.
De que vale a esperteza
Que não possa ajudar?
É da alma a nobreza
Essa não pode faltar…
Morre o pedante e o pobre
São iguais na sepultura…
Mesma terra que os cobre
Sete palmos de fundura…
Gastão Ferreira/2015

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