Cantar de sereias

Da infância hoje distante
Qual lembrança me ficou?
Garça branca esvoaçante
Na tarde mansa voou…
Do menino passarinho
Bem pouco em mim restou;
Vento soprou no caminho
E assim a vida passou…
O vento que beija a praia
De onde vem o seu cantar?
É do Ribeira que espraia
As águas do lagamar…
Este rio que me abraça
Pelo mundo me levou…
Incerteza me disfarça
Nessa barca que eu sou…
Na brancura das areias
Um soluço sobre o mar;
Doce cantar de sereias
Com saudades do luar…
Gastão Ferreira/2015

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