Tapinha nas costas

Deu-me tapinhas nas costas
Se convidou para entrar;
– Não quero fazer apostas
Vou concorrer e ganhar…
Vou melhorar a cidade
Asfaltar a tua rua…
Trazer a felicidade
Pra dançar a luz da lua
Talvez fechar a barragem
Matar mosquito e lacraia
Baixar de vez a passagem
Numa nova rodoviária…
Tenho planos, meu amigo,
E nem penso em dinheiro;
– Vim aqui contar contigo
Meu colega e companheiro
Do teu voto eu necessito
Para ser um vencedor…
Noite e dia vivo aflito;
– Dê-me um voto! Por favor
Depois de eleito a figura
Minha canoa quase afunda
Pois ganhei da criatura
Um pontapé bem na bunda.
Gastão Ferreira/2016

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