Sou viajante …

Quem vê meu sorriso largo
Meu olhar brilhando assim
Não sabe o peso do fardo
Nem das lonjuras de mim
Não sabe que eu sou poeta
Um poeta fingidor …
Minha vida é porta aberta
Sou passarinho cantor …
Não sabe dos meus segredos
Desconhece o meu amor …
Nem imagina os meus medos
Nas minhas horas de dor …
Não sabe do mudo grito
Nem das flores que colhi
Dos caminhos do infinito
Que cansado eu percorri
Não sabe que eu sou viajante
Nem sequer de onde eu vim!
Sou apenas pobre andante …
Numa procura sem fim!
Gastão Ferreira/2016

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