Rabo preso

Naquele reino encantado
Onde tudo acontecia
O povo andava calado
Pois criticar não podia
A plebe era xingada
Dentro da “casa do povo”
Eta gentinha assanhada
Que gosta de babar ovo!
Quando chovia a cidade
Por inteira se alagava
Mas o lixo por maldade
Era o povo quem jogava
Foguetes na madrugada
Foguetes no entardecer
Tem foguete na chegada
E foguetes ao morrer …
Naquele reino encantado
Entre olhares de desprezo
Raro de ser encontrado
Quem não tinha rabo preso.
Gastão Ferreira/2016

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