Rabo preso
Naquele reino encantado
Onde tudo acontecia
O povo andava calado
Pois criticar não podia
A plebe era xingada
Dentro da “casa do povo”
Eta gentinha assanhada
Que gosta de babar ovo!
Quando chovia a cidade
Por inteira se alagava
Mas o lixo por maldade
Era o povo quem jogava
Foguetes na madrugada
Foguetes no entardecer
Tem foguete na chegada
E foguetes ao morrer …
Naquele reino encantado
Entre olhares de desprezo
Raro de ser encontrado
Quem não tinha rabo preso.
Gastão Ferreira/2016
Gastão Ferreira começou a publicar seus textos aos 13 anos. Reconhecido por suas crônicas e poesias premiadas, suas peças de teatro alcançaram grandes públicos. Seus textos e obras estão disponíveis online, reunidos neste blog para que todos possam desfrutar de sua vasta e premiada produção.