8 de dezembro de 2008

CALA ILUSÃO Há uma hora incerta Quando o tempo para Quando o além desperta E a solidão me fala… Há uma hora dura Quando a vida pune E se busco a cura A ilusão me assume Despedaçou meu peito Me transformou em réu Essa ilusão sem jeito Me faz provar do fel Me exilou na…

8 de dezembro de 2008

SAUDADE Da saudade a caravanaAtravessa o meu desertoTrazendo sonhos já mortosCom seus sorrisos incertos. Se a saudade matasseEu já teria partidoUm amor nunca se esquecePor mais que tenha morrido… As marcas que ele deixaNão aparecem no rosto,Estão gravadas na almaE são chamadas desgosto O riso de minha faceO meu grito prisioneiroPor mais que dele desfaçaTem…

8 de dezembro de 2008

O PALHAÇO SOU EU Viajamos através do reino em carros de bois, Trens, metrôs, barcos. Amarrados em rojões Alguns se explodem e vão para o céu de ALÁ Outros perdem braços e pernas. Enlouquecem Assassinos… Heróis… Loucos e mendigos… Uns encalham em praças. Outros em prisões, Alguns apenas matam e se matam… Vingam-se E existem…

8 de dezembro de 2008

FEIO OU PECADO Sei que a vida marca Com fatal destreza Todas as angústias Todas as belezas… O amor que chama É igual sereia Nos queima na chama De sua própria teia Velhas armadilhas Velam nos caminhos Tantas são as trilhas Tão amargo é o vinho No final nos resta Pouco aprendizado Pois tudo que…

8 de dezembro de 2008

CEGO DE AMOR Aquele fantasma que me espia Aquela angústia que me tem… Esta saudade que arrepia Tem o teu nome:- Meu bem! Só. No escuro fecho a porta Apago a luz dentro de mim E na tristeza nada importa, Eu mato as flores do jardim Depois à noite me desliga E o sonho vem…

8 de dezembro de 2008

ACONTECEU… André/Janaína Quando o moço se jogou Na correnteza do rio… Teve gente que chorou. Teve gente que sorriu… E por trás do negro ato Havia sombras de vozes Foram muitas punhaladas E elas partiram velozes… A moça bela e formosa Na noite da formatura Friamente assassinada Por amor e por loucura Em noites claras…

8 de dezembro de 2008

RIO RIBEIRA Na bela margem do rio O amor se debruçou… E a correnteza sorriu E a correnteza cantou. É amor quem vem chegando Para em meu leito florir. Sonho! O mundo enfeitando Para tão breve partir… E a correnteza seguindo Zombando de minha dor Leva meu sonho sorrindo Como a água leva a flor….

8 de dezembro de 2008

IGUAPE/2006 Vamos pensar no futuro Pois um dia a casa cai Quem caminha no escuro Nunca sabe aonde vai. Com os braços bem abertos Mas sem abraçar ninguém, O Homem lá da montanha Já nos olha com desdém… Do alto espia a cidade E tudo que ela contem Parece vigiar! Por certo Anda a procura…

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