Ir e voltar

Me lembro do fim da estrada,
Lá não vivia ninguém…
Depois dela não tem nada,
Eu acredito que tem…

Fui feliz no meu caminho,
Muita amizade eu plantei;
Pisei em poucos espinhos
Nas trilhas por onde andei.

Lembranças seguem comigo,
Tristezas ficam aqui…
Fiz do silêncio um amigo,
Abrigo aonde eu vivi…

Vida e morte, quem se importa,
É sempre a mesma viagem…
Pois quem parte sempre volta
Como parte da paisagem…

Gastão Ferreira
– Imbé/2025 –

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Ir e Voltar” é um poema que nos convida a refletir sobre a jornada da vida e sua relação inevitável com o tempo, a memória e a transitoriedade. Com versos simples, mas profundamente filosóficos, ele sugere que a existência é um ciclo contínuo, onde partidas e retornos se entrelaçam como parte de uma mesma paisagem.

Cada estrofe traz uma delicada combinação de nostalgia e aceitação, mostrando que, apesar dos desafios e despedidas, levamos conosco as lembranças e deixamos rastros por onde passamos. A última estrofe, em especial, ressoa como um sussurro da eternidade, lembrando-nos que ninguém desaparece completamente – seja na lembrança de quem ficou, seja na natureza cíclica da existência.

Mais do que um poema, “Ir e Voltar” é um convite à contemplação e à paz com os ciclos da vida. Afinal, quem parte sempre volta, de alguma forma.

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