DAS ORIGENS EXTRATERRESTRES DO
POVO IGUAPENSE
A
exobiologia, ciência que estuda a possibilidade de vida fora da Terra, tem se
esforçado ao máximo para nos brindar com novidades; devido à imensidão do
espaço sideral nada descobriu de extraordinário. Em nossa cidade a exobiologia
luta para constatar a presença de vida intergaláctica, fato que, se comprovado,
colocará Iguape por definitivo como um farol a nortear os nãos humanos.
exobiologia, ciência que estuda a possibilidade de vida fora da Terra, tem se
esforçado ao máximo para nos brindar com novidades; devido à imensidão do
espaço sideral nada descobriu de extraordinário. Em nossa cidade a exobiologia
luta para constatar a presença de vida intergaláctica, fato que, se comprovado,
colocará Iguape por definitivo como um farol a nortear os nãos humanos.
Os
estudiosos estão conseguindo resultados fascinantes; já concluíram que
cultivamos alguns costumes agregados a culturas não terrestres. Suas profundas
pesquisas revelaram alguns de nossos estranhos hábitos/manias, que só reforçam
as suas teorias;
estudiosos estão conseguindo resultados fascinantes; já concluíram que
cultivamos alguns costumes agregados a culturas não terrestres. Suas profundas
pesquisas revelaram alguns de nossos estranhos hábitos/manias, que só reforçam
as suas teorias;
Teoria I
– Mania de apagar vela.
– Mania de apagar vela.
Teoria II – Mania do Salto alto
Teoria III – Mania do foguete
Teoria IV – Mania do atraso
Teoria V
– Mania de vítima
– Mania de vítima
Mania de apagar vela – É a estranha
mania que temos de apagar a vela alheia; toda a vez que alguém se sobressai, em
lugar de dar uma força, aplaudir, incentivar, auxiliar; baixa-se o sarrafo, e,
lá vem crítica e mais crítica, até desestimular a ambiciosa criatura, ou seja,
em vez de acender a própria vela, apagam a do vizinho e puxam o tapete.
mania que temos de apagar a vela alheia; toda a vez que alguém se sobressai, em
lugar de dar uma força, aplaudir, incentivar, auxiliar; baixa-se o sarrafo, e,
lá vem crítica e mais crítica, até desestimular a ambiciosa criatura, ou seja,
em vez de acender a própria vela, apagam a do vizinho e puxam o tapete.
Mania
do salto alto – A mania do salto alto, ou, como se diz em nosso linguajar tão
peculiar, “pouco salto”; é a doideira que gruda em toda a pessoa que é brindada
com um cargo público, um emprego, um bico na prefeitura. Por mais simples que
seja, salvo raras exceções, a criatura logo, logo, sobe nos saltos e se acha a
última manjuba do Ribeira. Os cientistas não descobriram quem dá o curso de
“pouco salto” em Iguape, mas, que ensina direitinho, ensina; caras
deslumbradas, olhares superiores, bocas moles e tortas, frases feitas e
desfeitas, ofensas gratuitas para mostrar poder, trejeitos e outras coisinhas mais…
Está tudo ali! Basta um carguinho/cargão por quatro anos e o deslumbre modifica
a ex-gentil criatura… Parece magia! Passada as vacas gordas e perdida a
boquinha, todos voltam imediatamente a calçar as sandálias da humildade,
esquecidos completamente de seu comportamento arrogante quando do poder
passageiros.
do salto alto – A mania do salto alto, ou, como se diz em nosso linguajar tão
peculiar, “pouco salto”; é a doideira que gruda em toda a pessoa que é brindada
com um cargo público, um emprego, um bico na prefeitura. Por mais simples que
seja, salvo raras exceções, a criatura logo, logo, sobe nos saltos e se acha a
última manjuba do Ribeira. Os cientistas não descobriram quem dá o curso de
“pouco salto” em Iguape, mas, que ensina direitinho, ensina; caras
deslumbradas, olhares superiores, bocas moles e tortas, frases feitas e
desfeitas, ofensas gratuitas para mostrar poder, trejeitos e outras coisinhas mais…
Está tudo ali! Basta um carguinho/cargão por quatro anos e o deslumbre modifica
a ex-gentil criatura… Parece magia! Passada as vacas gordas e perdida a
boquinha, todos voltam imediatamente a calçar as sandálias da humildade,
esquecidos completamente de seu comportamento arrogante quando do poder
passageiros.
Mania do foguete – Com
certeza é essa a mania que mais nos aproxima dos extraterrestres; pois vivemos sinalizando
para nossos irmãos do espaço exterior:- Olha eu aqui! Olha eu aqui!… Tomou um
porre?… Foguete… Boitatá saiu?… Foguete… Boi atrasou?… Foguete… O
amigo venceu?… Foguete… O inimigo dançou?… Foguete… Com a dinheirama
gasta com o dito cujo, poderíamos construir um espaço porto… Recuperar a
Fonte da Saudade… Fazer um teleférico… Sei lá! São mil opções; mas que
daria para erguer uma obra faraônica, daria.
Mania do atraso – É incrível como somos desligados;
óbvio! Não somos humanos, somos de fora. Teatro… Shows… Passeios
ciclísticos… Comícios… Tudo atrasa! Até mesmo escolas de samba e boitatá.
Nunca respeitamos o tempo alheio; se marcou horário (marcou por quê? Por que
marcou?) tem que se seguir o combinado.
certeza é essa a mania que mais nos aproxima dos extraterrestres; pois vivemos sinalizando
para nossos irmãos do espaço exterior:- Olha eu aqui! Olha eu aqui!… Tomou um
porre?… Foguete… Boitatá saiu?… Foguete… Boi atrasou?… Foguete… O
amigo venceu?… Foguete… O inimigo dançou?… Foguete… Com a dinheirama
gasta com o dito cujo, poderíamos construir um espaço porto… Recuperar a
Fonte da Saudade… Fazer um teleférico… Sei lá! São mil opções; mas que
daria para erguer uma obra faraônica, daria.
Mania do atraso – É incrível como somos desligados;
óbvio! Não somos humanos, somos de fora. Teatro… Shows… Passeios
ciclísticos… Comícios… Tudo atrasa! Até mesmo escolas de samba e boitatá.
Nunca respeitamos o tempo alheio; se marcou horário (marcou por quê? Por que
marcou?) tem que se seguir o combinado.
Mania de vítima – Todos somos vítimas;
do ex-rei maravilha, da rainha toda amor e mãos limpas, dos príncipes e
princesas, dos anjos e arcanjos, da corte esnobe, pobre e medieval. Do puxa
saco gritão e mal educado (personagens esses que povoam nosso imaginário de
contos de fadas desde criancinhas). Somos vítimas reais do dono do boteco que
não vende fiado, do vizinho curioso, do pedinte achacador, e, até mesmo de
alguns notórios arrogantes trancados nos armários da vida.
do ex-rei maravilha, da rainha toda amor e mãos limpas, dos príncipes e
princesas, dos anjos e arcanjos, da corte esnobe, pobre e medieval. Do puxa
saco gritão e mal educado (personagens esses que povoam nosso imaginário de
contos de fadas desde criancinhas). Somos vítimas reais do dono do boteco que
não vende fiado, do vizinho curioso, do pedinte achacador, e, até mesmo de
alguns notórios arrogantes trancados nos armários da vida.
O estudo revelou dois
fatos interessantes; primeiro – Não sabemos exercer nossa cidadania; por isso a
vaca já sabe de cor e salteado o caminho do brejo e do cofre… Segundo –
Dentre nós não existem corruptos, sonegadores, mensaleiros, fofoqueiros,
ladrões do bem público ou privado, caloteiros; ou seja, todos somos apenas
vítimas, fato inédito e paradoxal.
fatos interessantes; primeiro – Não sabemos exercer nossa cidadania; por isso a
vaca já sabe de cor e salteado o caminho do brejo e do cofre… Segundo –
Dentre nós não existem corruptos, sonegadores, mensaleiros, fofoqueiros,
ladrões do bem público ou privado, caloteiros; ou seja, todos somos apenas
vítimas, fato inédito e paradoxal.
Caro e inteligente leitor; caso você se inclua em mais
de duas manias, muito cuidado! Provavelmente você é um extraterrestre e nunca
desconfiou.
de duas manias, muito cuidado! Provavelmente você é um extraterrestre e nunca
desconfiou.
Gastão Ferreira/IGUAPE/SP-2009
Gastão Ferreira começou a publicar seus textos aos 13 anos. Reconhecido por suas crônicas e poesias premiadas, suas peças de teatro alcançaram grandes públicos. Seus textos e obras estão disponíveis online, reunidos neste blog para que todos possam desfrutar de sua vasta e premiada produção.