Tapera assombrada

Na tapera hoje vazia
Onde não mora ninguém,
A tarde mansa espia
Com saudade de alguém.
Na porta um cusco deitado
Num silencio de abandono;
De olhar triste, magoado….
Na espera do seu dono.
Fogão de lenha apagado,
Sem café no coador….
Um violão despedaçado
No fundo do corredor….
Partiu solito, o vivente
Deste rancho a beira-chão,
Mas seu cachorro inocente
Ainda não sabe não….
Toda a noite, encantado
Seu Tonico vem cantar….
Deixando o céu estrelado
Vem para a Terra sonhar.
Quem escuta a cantoria
Nem sabe o que aconteceu;
Seu Tonico, quem diria…
Há muito tempo morreu!
Gastão Ferreira/2017

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