Seu Tunico

Ele foi louco de fato,
Um doidinho! Isto sim.
Confundia um velho trapo
Com o tapete de Aladim…
                                                                         
Mas nunca rasgou dinheiro,
Nem botava a mão no fogo;
Nosso velho companheiro
Jamais arriscou num jogo…
Tomava muita cachaça
Esquecia de comer…
E todos achavam graça
Da sua forma de viver.
Naquela estranha loucura
Sua mente se encantava,
E a sua alma, tão pura,
Por sobre o mundo voava.
No seu tapete de sonho
No espaço adormeceu…
O sino contou tristonho;
– O Seu Tunico, morreu!
Gastão Ferreira/2017

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