Alguém me espera…

Das mil máscaras usadas
Pelas vidas que passei…
Todas elas bem marcadas
Pelo muito que chorei…
Já fui escravo romano
Fui um bardo medieval;
Não sei se fui um tirano
Nunca possuí um punhal.
Quem sabe fui marinheiro
Um pirata sem navio…
Ou talvez um bandoleiro
Um assaltante de rio…
Pelos caminhos do mundo
Perdi-me nos espinheiros;
Conheço abismos profundos
Onde estive prisioneiro…
Sozinho na longa estrada
Sou um eterno aprendiz
Colhendo em cada jornada
De tudo aquilo que eu fiz…
Das mil máscaras usadas
Qual delas mais me marcou?
Com tantas vidas passadas
Por certo alguém me amou!
Em algum lugar no infinito
Eu plantei o meu jardim…
Num vale verde e bonito
Alguém espera por mim…
Gastão Ferreira/2014

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