Pobre alma

Sou apenas pobre alma
Vagando pelos caminhos
Sentindo a brisa que acalma
Entre as flores, e os espinhos.

Deixei as dores do mundo
Fora do meu pensamento
No abismo mais profundo
Onde mora o meu tormento.

Ando a noite nas estradas
Banhadas pelo luar
Na espera das madrugadas
Junto as areias do mar…

Acordo na minha cama
Com um gato a me arranhar;
É a vida que vem e chama,
E não me deixa sonhar…

Gastão Ferreira
– Imbé/RS –
2026

 

Comentário:

“Pobre alma” nos leva por um caminho silencioso entre sonho e realidade, onde a mente tenta fugir das dores, mas a vida sempre chama de volta. É um poema sobre sentir demais, pensar demais… e ainda assim seguir. Entre a brisa que acalma e os espinhos que marcam, existe uma alma que busca paz, mesmo sem conseguir parar de sonhar. 🌙✨

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