Joquebebe
Marinheiro
de muitos portos, Diego Hernandes, conheceu o mundo; nascido na Argentina junto
à foz do Rio da Prata foi fácil se apaixonar pelo oceano. Fugiu de casa aos
quinze anos e embarcou clandestino em um navio com destino à África. No meio do
Atlântico descobriram o passageiro indesejável e para não ser jogado ao mar
prestou serviços gratuitos na embarcação.
de muitos portos, Diego Hernandes, conheceu o mundo; nascido na Argentina junto
à foz do Rio da Prata foi fácil se apaixonar pelo oceano. Fugiu de casa aos
quinze anos e embarcou clandestino em um navio com destino à África. No meio do
Atlântico descobriram o passageiro indesejável e para não ser jogado ao mar
prestou serviços gratuitos na embarcação.
Quando
o navio se aproximou do Cabo da Boa Esperança, também conhecido como Cabo das
Tormentas, ocorreu um temporal e a nau foi a pique; Dieguito e dois marujos
foram os únicos sobreviventes do naufrágio. Um príncipe árabe se interessou por
eles e os três foram empregados como grumetes no iate real.
o navio se aproximou do Cabo da Boa Esperança, também conhecido como Cabo das
Tormentas, ocorreu um temporal e a nau foi a pique; Dieguito e dois marujos
foram os únicos sobreviventes do naufrágio. Um príncipe árabe se interessou por
eles e os três foram empregados como grumetes no iate real.
Foi
neste transatlântico que Diego conheceu Laijha, uma especialista em dança do
ventre. Adolescente, imaturo, um jacu portenho, Diego se perdeu de amores pela
erótica dançarina, e, se achava o único na vida boêmia da garota. Com o tempo
descobriu que metade dos marujos pagava uma boa grana para se divertirem com
Laijha e a outra metade dos marinheiros prestavam serviços sexuais a Abu-malik,
sobrinho gay do príncipe e ganhavam uma boa grana do ricaço.
neste transatlântico que Diego conheceu Laijha, uma especialista em dança do
ventre. Adolescente, imaturo, um jacu portenho, Diego se perdeu de amores pela
erótica dançarina, e, se achava o único na vida boêmia da garota. Com o tempo
descobriu que metade dos marujos pagava uma boa grana para se divertirem com
Laijha e a outra metade dos marinheiros prestavam serviços sexuais a Abu-malik,
sobrinho gay do príncipe e ganhavam uma boa grana do ricaço.
Diego
Hernandes começou a beber; bebia para esquecer as traições de Laijha, bebia
para encarar as noitadas na luxuosa cabine de Abu-malik e bebia porque pegou
gosto pela bebida. Uma noite o príncipe deu um flagra na orgia do trio
Abu-malik, Laijha e Diego; o sobrinho do príncipe se safou numa boa alegando
que fora vitima dos dois aproveitadores e que o negócio dele era mulher, tanto
que tinha um imenso harem para chamar de seu.
Hernandes começou a beber; bebia para esquecer as traições de Laijha, bebia
para encarar as noitadas na luxuosa cabine de Abu-malik e bebia porque pegou
gosto pela bebida. Uma noite o príncipe deu um flagra na orgia do trio
Abu-malik, Laijha e Diego; o sobrinho do príncipe se safou numa boa alegando
que fora vitima dos dois aproveitadores e que o negócio dele era mulher, tanto
que tinha um imenso harem para chamar de seu.
Laijha
levou uma surra, uma coça que só árabes sabem dar em mulher depravada, e depois
foi vendida como escrava sexual para um sultão tarado, amigo do príncipe, e
Diego foi estuprado e abandonado sem um tostão numa praia deserta; Dieguito
acabara de completar dezoito anos.
levou uma surra, uma coça que só árabes sabem dar em mulher depravada, e depois
foi vendida como escrava sexual para um sultão tarado, amigo do príncipe, e
Diego foi estuprado e abandonado sem um tostão numa praia deserta; Dieguito
acabara de completar dezoito anos.
Diego
Hernandes passou dois anos tentando voltar à América do Sul; devido ao
alcoolismo sempre arrumava emprego em navios errados e fora da rota
sul-americana. Foi assim que conheceu a Ásia, a África, a Oceania e as Ilhas
Galápagos. Nesta última ilha conseguiu um navio para o Chile e do Chile alguém,
de bom coração, o trouxe direto para nossa cidade como paga por Dom Diego ter
servido como interprete do português para o espanhol em alguns eventos não
especificados.
Hernandes passou dois anos tentando voltar à América do Sul; devido ao
alcoolismo sempre arrumava emprego em navios errados e fora da rota
sul-americana. Foi assim que conheceu a Ásia, a África, a Oceania e as Ilhas
Galápagos. Nesta última ilha conseguiu um navio para o Chile e do Chile alguém,
de bom coração, o trouxe direto para nossa cidade como paga por Dom Diego ter
servido como interprete do português para o espanhol em alguns eventos não
especificados.
Diego
Hernandes foi contratado como tradutor fantasma por uma firma terceirizada, mas
devido aos últimos trágicos acontecimentos foi posto no olho da rua e virou
pedinte. Passou a ser conhecido pelo apelido de Joquebebe, pois quando um
gaiato cidadão perguntou o porquê de tanto beber, ele respondeu; – “Yo que bebo
no se!” E assim é chamado pelo povo de Joquebebe.
Hernandes foi contratado como tradutor fantasma por uma firma terceirizada, mas
devido aos últimos trágicos acontecimentos foi posto no olho da rua e virou
pedinte. Passou a ser conhecido pelo apelido de Joquebebe, pois quando um
gaiato cidadão perguntou o porquê de tanto beber, ele respondeu; – “Yo que bebo
no se!” E assim é chamado pelo povo de Joquebebe.
Joquebebe,
como todos os pedintes e moradores de rua, se deu bem na cidade. Acabou de
adotar um cachorro de nome Perro; o cusco até entende portunhol e aprendeu a
levantar a patinha para pedir “um reau” para comprar pão… Bem vindo Joquebebe!
como todos os pedintes e moradores de rua, se deu bem na cidade. Acabou de
adotar um cachorro de nome Perro; o cusco até entende portunhol e aprendeu a
levantar a patinha para pedir “um reau” para comprar pão… Bem vindo Joquebebe!
Gastão Ferreira/2015
Gastão Ferreira começou a publicar seus textos aos 13 anos. Reconhecido por suas crônicas e poesias premiadas, suas peças de teatro alcançaram grandes públicos. Seus textos e obras estão disponíveis online, reunidos neste blog para que todos possam desfrutar de sua vasta e premiada produção.