Canarinho

Saudade das tardes mansas
Do cantar de um sabiá…
Reponteio de lembranças
Dos meus dias de piá…
Do velho fogão a lenha
Água tirada do poço…
Nessa hora que me venha
Um sorriso no meu rosto!
Ventos que o tempo semeia
Tempestades de verão…
Rastros perdidos na areia
Sentimentos vêm e vão…
Agora que a vida é calma
E o meu peito serenou;
Nostalgia que me acalma
No inverno que chegou…
Saudade não é espinho!
É só lembrança da flor.
Sou menino canarinho
Querendo ser beija-flor!
Gastão Ferreira/2015

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