Dos meus versos

A saudade é igual um vento
Nos caminhos de onde venho;
Na verdade eu sempre invento
A tristeza que eu não tenho…
Gosto de contar histórias
Mostrar as dores alheias;
Não são as minhas memórias
São aranhas de outras teias…
No sentimento da gente
Toda a dor é dor igual…
Nada existe de inocente
Só se colhe o próprio mal.
Por isto eu tomo cuidado
Em tudo aquilo que planto;
Em um jardim descuidado
Um sorriso vira pranto…
Dos meus sonhos foram poucos
Que nunca se realizaram…
São eles os suspiros roucos
Que nos meus versos ficaram…
Gastão Ferreira/2016

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