Visagens iguapenses
Iguape tem mil visagens,
Vagando na noite escura;
Fazem parte das paisagens
Dos segredos e da loucura.
Tem a mula-sem-cabeça
Que na estrada relinchou,
Uma menina travessa
Que um padre namorou…
Tem também o lobisomem
Perdido na densa mata,
Metade de bicho e homem
Morre na bala de prata…
Tem o Negrinho do Rio,
Tem o Bagre do Ribeira,
Tem fantasma que sumiu
Na casa da feiticeira…
Se o escuro nos abraça,
Desce o santo do andor;
Alma penada na praça
Pedindo paz ao Senhor…
Estas visagens antigas
Vêm sempre nos visitar;
São tantas sombras amigas
Com histórias para contar…
Gastão Ferreira/2019

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