28 de novembro de 2019

Na garupa da bicicleta          Dito Sete namorava Rosinha há sete anos, eis o porquê do apelido. Começo dos anos cinquenta do século passado, todos os habitantes da cidade sabiam que a luz apagava às 22 horas, e que meia hora antes de desligarem os geradores, soava um apito de alerta. Quem estava fora de…

28 de novembro de 2019

Minha estrada Caminho de minha vida Estrada que eu percorri Vejo nela refletida… As dores que eu senti Não foram dores de dores Foram dores que inventei Poetas são fingidores… De tantas coisas nem sei! Sei de amizades sinceras E sei de falsas também… Espinhos de outras eras Flores cheias de desdém Aprender foi minha…

28 de novembro de 2019

Miragem Ser pobre não é defeito A desfeita é ser ladrão; Nada no mundo é perfeito Diz o feio, e com razão…. Quem pode anda de carro Quem não pode anda a pé; Nascidos do mesmo barro Professando a mesma fé…. No mesmo ponto chegamos Por caminhos diferentes…. Nas estradas em que andamos Não existem…

28 de novembro de 2019

Meu primeiro gato          Madame Marcia Cristina de Oliveira Barros, proprietária do recando “Meu Éden”, mudou-se de mala e cuia para a zona rural, parece que a crise atingiu suas finanças, e ela resolveu investir na plantação de feijão, atualmente comida ostentação, e só para gente rica. Tinha tanta tranqueira velha na mansão da cidade,…

28 de novembro de 2019

Meus demônios Dois demônios me disputam Nesta terra de ninguém… Mas o som que eles escutam É o meu riso de desdém… Na verdade eles querem É viver junto comigo… Pois na hora que quiserem Eu serei o seu abrigo… Vim sozinho para a vida Como faço toda a vez… Mas na hora da partida…

28 de novembro de 2019

Meu pensamento Daquela casa Não tem mais nada Não tem parede Não tem escada Daquela casa Que coisa triste Nem o telhado Já não existe… Aquela casa Que eu mesmo fiz Foi só um sonho Que eu não quis São tantas casas Todas vazias Casas escuras Onde eu vivia São tantas casas Partes de mim…

28 de novembro de 2019

Meu primeiro amor          Não sei como explicar, ainda sou um cão adolescente, curioso e brincalhão. Tem vez que gosto de erguer a cabeça e espiar as nuvens do céu; roer um osso, correr atrás de bicho do mato, tomar banho no riacho, bater papo com os amigos. Agora vivo confuso, uma vontade imensa de…

28 de novembro de 2019

Meu cachorro O meu cachorro de vento Correu atrás do luar… Latiu no meu pensamento Veio ao meu lado deitar…. Meu amigo e companheiro Nas horas do meu matear; Teu silencio é o conselheiro Contigo eu posso prosear… Foi pegar um passarinho Um osso desenterrar… Ladrou no fim do caminho Não demorou à voltar…. Sorvo…

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